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Advogado, ator e ativista, na luta pelos direitos de pessoas com deficiência e cuidadores. Vamos juntos para garantir um futuro digno, com projetos criados com base no que é importante de verdade para você. O maior erro de um sistema capacitista é duvidar da força de uma pessoa com deficiência!

Oi! Deixa eu me apresentar:

Meu nome é Wanderley Montanholi. Sou uma pessoa com deficiência oculta, autista e, há mais de 10 anos, dedico a minha vida a defender mulheres e crianças vítimas de violência doméstica e os direitos das pessoas com deficiência e outras minorias. Nasci em uma pequena cidade no interior do Paraná e trago no meu corpo e na minha história a marca do que significa a ausência do Estado.

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Quando eu ainda era adolescente, perdi meus pais, os dois para o câncer. Acompanhar a luta deles me fez ver de perto a crueldade de um sistema de saúde público desamparado e sem recursos. É impossível saber se, em hospitais bem equipados e com acesso a tecnologias modernas, eles ainda estariam aqui comigo. Mas de uma coisa eu tenho certeza: teria havido menos dor e mais acolhimento.

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Naquela mesma fase da vida, aos 15 anos, sofri um acidente grave com fratura exposta no braço esquerdo. Na cidade onde eu morava precisei esperar por um especialista que só poderia vir me atender dois dias após minha internação e espera, isso enquanto meus ossos estavam pra fora e a dor era gigante.

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Hoje, vivo diariamente as sequelas, não só dessa demora, mas também de uma sociedade que não estava pronta para lidar com pessoas com deficiência: dores crônicas, limitação de movimentos e um quadro progressivo. Não dá para saber como seria minha vida se eu tivesse tido atendimento imediato, mas a lição permanece: teria havido menos dor e mais acolhimento.

Eu sei exatamente o que é sentir na pele o abandono de um Estado que deveria proteger a todos nós, porque no meio de tudo isso, eu ainda tive que lidar com a dor de viver nas ruas por um tempo e da fome de quem, realmente, não tinha o que comer.

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Sem estrutura familiar ou financeira, passei momentos de extrema vulnerabilidade. Na formatura da escola, usei roupas emprestadas porque não tinha uma calça social pra vestir, nem dinheiro pra comprar. Enfrentei a fome, morei na rua e sobrevivi a um relacionamento abusivo que me levou ao hospital. Em cada um desses momentos, ficou evidente a falta de uma rede de apoio pública. Teria havido menos fome, mais acolhimento.

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A memória da minha mãe pedindo para eu estudar foi o meu guia (obrigado, mães!). Lutei e ralei, e, por conta do que ela me ensinou, hoje sou Advogado, Administrador e Ator! Mas não parei aí, fui lá e continuei. Fiz Mestrado em Gestão de Conflitos na Educação e mais de 10 especializações em Direito, Neuropsicologia e Saúde Mental.

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Percebi que não haveria outro rumo pra mim a não ser me dedicar, no trabalho e na vida, a ajudar pessoas que passaram pelas coisas que eu passei. Mulheres e crianças vítima de violência doméstica e sexual, pessoas com deficiência privadas de seu direito e vítimas de capacitismo e outras minorias ignoradas pelo Estado.

Me tornei Presidente da Comissão de Direito das Pessoas com Deficiência da OAB/SP – Lapa e fundei a Associação OCTO Deficiências Ocultas, Neurodivergências e Diversidade, acolhendo, com a ajuda de um grupo incrível de pessoas, e dando suporte jurídico, pro mercado de trabalho, pra saúde e pra cultura, ajudando quem não tem uma rede de apoio pra recorrer.

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Decidi entrar para a política porque entendi que acolher pontualmente não basta: precisamos de mudanças estruturais nas leis e de fiscalização rigorosa sobre os governos. Em 2026, coloco meu nome pela primeira vez como candidato para levarmos essa luta a Brasília.

 

Chega de ver pessoas com deficiência e famílias vulneráveis tratadas apenas como siglas eleitorais a cada quatro anos. Nosso compromisso é com a realidade: estabilidade e inclusão reais no mercado de trabalho, educação inclusiva de verdade nas salas de aula, saúde pública com perícias humanizadas e centros-dia e residências inclusivas, acessibilidade urbana, moradia e emprego digno. Mas, acima de tudo, uma luta para que as atitudes humanas também sejam transformadas.

 

Vem comigo e Vamos juntos!

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